terça-feira, 9 de dezembro de 2008

Inconfesso Desejo

Queria poder dizer aos quatro ventos o que se passa em minha mente. Mas tenho certeza que estes anseios loucos não vão mostrar exatamente o que um único beijo faria.

"Queria ter coragem
Para falar deste segredo
Queria poder declarar ao mundo
Este amor
Não me falta vontade
Não me falta desejo
Você é minha vontade
Meu maior desejo
Queria poder gritar
Esta loucura saudável
Que é estar em teus braços
Perdido pelos teus beijos
Sentindo-me louco de desejo
Queria recitar versos
Cantar aos quatros ventos
As palavras que brotam
Você é a inspiração
Minha motivação
Queria falar dos sonhos
Dizer os meus secretos desejos
Que é largar tudo
Para viver com você
Este inconfesso desejo"

sexta-feira, 5 de dezembro de 2008

Sob o sol e a chuva

Sentada sozinha, via o tempo passar lentamente, o fluxo contínuo irritava meu globo ocular, que muitas vezes teimava em procurar quem eu ansiava ver.
Não é momentâneo nem mesmo uma alucinação febril, é estranho e complicado o modo como ele mexe comigo.
Não é um sentimento juvenil, que me deixa louca e avoada durante 24 horas, não.
É como se pela primeira vez, eu sentisse que aquilo pode ser concreto, como se minha mente teimasse em construir uma realidade palpável. 
Eu poderia passar horas dizendo o que me encantou, mas agora só consigo pensar em todos os defeitos que amo nesta pessoa.
Ele finge que não se importa, não penteia os cabelos, faz pouco caso das minhas piadas, não presta atenção nas minhas falas.
Elogia todas as mulheres que acha bonita,e eu não me importo nem um pouco, gosto dele assim, transparente em tudo.
Ele me seduz com sua fala e me hipnotiza com sua simplicidade.
E por isso, não consigo achar defeito plausível, que seja capaz de arrancá-lo de meu peito.Nem mesmo sei, se é isto que quero na verdade.
Eu não o escolhi,não ensaiei um discurso para me declarar, eu nem ao menos sonho com o dia em que poderemos ficar juntos.
Eu não acredito em sonhos, pra mim sonhos são bagagens avulsas, que gostaríamos de levar pela vida.
Por inúmeras vezes eu me indago louca e fecho os olhos na esperança de recobrar o juízo e a paz.
Em vão.
Levo as mãos a cabeça e silenciosamente grito para tudo acabar.
Perco o ar, e sinto um frio que percorre toda minha espinha, sinto calafrios e enjôos assombrosos.
Acordo na esperança de me livrar de um sonho, que ironicamente, passa sempre ao meu lado.

sábado, 29 de novembro de 2008

Se eu pudesse...

Mandava tudo à merda e largava mão dessa subjetividade hipócrita.
Arrancaria de meu peito essa sua face grossa e medonha, arrancaria também a irritante vontade que tenho de te ver.
Se essa ressaca moral não me atormentasse, provavelmente ainda estaria em um profundo AIIII que nem eu mesma aguento mais pronunciar.
Tem vezes,  que penso que o melhor seria mesmo me embriagar e deixar a verdade mórbida de lado, entrar literalmente em um espetáculo mal feito e estupidamente dirigido.
Em uma noite fui do inferno ao céu em 30 minutos, do vermelho amargo e azedo ao iceberg flutuante e sereno.
Do papo estúpido e ridículo dos jovens, ao não tão estúpido mas consistente dos sérios homens do sistema.
Larguei mão de vez da subjetividade e da hipocrisia.
Se eu pudesse...
Seria a pessoa que quero, e você não seria nada pra mim

quarta-feira, 26 de novembro de 2008

O dia seguinte

Eu tinha a esperança da mudança não ter tido motivo vivo, sei lá, ando meio confusa e subjetiva.

Quando encontrei meu caminho ele se desviou, me olhou nos olhos como sempre, mas não tinha a mesma delicadeza do dia passado.

Busquei a calma em lugares vazios, busquei na fonte o mais viciante dos entorpecentes.

Em uma longa montanha-russa tentei desviar dos loopings no caminho, toda aquela agitação estava me enjoando, justo eu, que sempre adorei os brinquedos-aventuras.

Eu não aguentava mais aquele jogo indireto que eu fazia e recebia nos papéis secretos que ele me passava, ou que eu pelo menos acreditava que recebia, os sinais que não menos ansiosa eu esperava.

Estúpida foi a vez que descobri que estava realmente apaixonada mais uma vez, e que aquela incrédula sensação estava me afrontando como um cão de guarda.

Eu já não dormia bem e suspirava subtamente nas horas menos apropriadas.

Eu estava ficando louca, e não encontrava remédio suficientemente forte para me curar.

Eu estava novamento sendo apenas a outra metade.

terça-feira, 25 de novembro de 2008

Quando eu levo meu perfume

Tudo parece mais bonito, as pessoas... bem elas ainda são apenas pessoas, mas também mudam, se tornam o que nunca foram e a embriagação que aquele perfume causa, começa a me alertar para o perigo do desvio do destino.
Caminho sempre tentando encontrar um lugar seguro, não quero descansar ,sou uma andarilha alucinada pelo desejo do saber e do conhecer, busco apenas o caminho que possa me adicionar.
Busco ainda entender o por que de toda esta viagem, de como me deixei levar mais uma vez, por este caminho que sempre me tortura.
Quando uso meu perfume, meu mundo fica mais colorido e o que era para ser apenas um dia, se torna o melhor dia que já vi.
Quando borrifo aquela minúscula dose de confiança é como se pudesse voar ao mais longínquo paraíso, bem... quando meu perfume se encontra ao meu lado, eu simplesmente me torno a outra metade.

Mas isso não é apenas um prefume, entendeu?

sexta-feira, 21 de novembro de 2008

Na margem



Você sabe o que significa ponto percentual????
Pois bem, eu tenho minha própria teoria, que se encaixa diretamente nessa margem de erro.Coisa da qual não necessitaríamos caso a perfeição fosse realmente possível.
Este produto não aceita devolução, é quase uma crença canônica, quase fé, você não vê mas crê.
18-38 dois pra mais, dois pra menos....o ideal?
Difícil.

O necessário?
1

A quantidade?
Infinita

Possibilidades?
Nulas.

Bem probabilidade Osvald de Souza, que muda de 0 a 50 pontos percentuais em 2 rodadas.
Ciências exatas?
HA. Não na raça humana, certo?

Leia as entrelinhas, não busque no rótulo toda a informação. O que seria do amor se você pudesse escolher?
Qual a surpresa do previsto?
Qual a graça do planejado?
Que tal se jogar de cabeça, abrir a mente, soltar a voz.
Cantar, gritar e brincar nas horas e locais menos improváveis.
Que tal viver???

Quando comprei meu ticket não sabia o que viria, não sabia o prazo de validade, não sabia o roteiro que iria seguir.
O que eu sei?
Que mesmo que queira, a vida é curta demais para jogos ocultos e olhares mal interpretados.
A vida é curta demais para ser desperdiçada, e longa demais pra quem ama.

terça-feira, 11 de novembro de 2008

Como?



Era inevitável que um dia eu falasse deles, é inevitável também que eu já não procure entendê-los.
Não é inevitável talvez o fato de ainda buscar em um deles alguém com quem dividir minha complicada mente.
Todos os dias eu acordava e levantava sem me preocupar como o que poderia acontecer.
Sento, respiro, tomo meu café e daquele local, me retiro às pressas.
No longo e cansativo caminho que percorro todos os dias, penso em mais de 1000 vezes que tudo aquilo é em vão, que nada vale a pena, que não posso mais agüentar.
Porém ao chegar em meu destino logo me esqueço das distrações passadas, da angústia sentida, do cansaço que me atormenta mais uma vez.
Não pense você que não sou feliz, ou que sou uma das caixinhas vermelhas de fósforos da padaria. NÃO!
Por mais complexa e zoneada que seja minha mente, nada passa despercebido pela minha capacitação de áudio e vídeo. Analiso sempre cada detalhe de um feito que me intrigou.
Penso, penso e reflito, por horas creio estar louca, talvez esteja mesmo, mas o fervilhão que se aloja em minha caixa craniana não para. 
Nas 20 horas que me mantenho acordada, sim talvez seja sono, ando dormindo muito pouco, nada parece acalmar minhas idéias.
Tempo desnecessário talvez eu esteja destinando a essas peripécias, tempo “de menos” eu esteja me preocupando com o que realmente me interessa.
Não tente me dizer que tudo funciona se o pacote vende. Quando o recheio é mesquinho, amargo e asqueroso de nada vale o lucro.
O que realmente importa não está na prateleira, nem se exercita. É nato e com o tempo se aperfeiçoa, tornando ainda mais insaciável este apetite instigador.