quinta-feira, 26 de março de 2009

Onde eu estava?


Eu senti uma massa densa e cinza se aproximar daquele lugar branco e negro, ainda com o cheiro da gordura da última refeição.
Aquela massa era fria, motivo talvez, pelo qual eu me senti insegura e desprotegida.
As acusações derramadas me faziam diminuir cada vez mais o auter-ego, e eu comecei a perceber o porque daquele longo caminho de duas horas ter se tornado tão reconfortante aos meus olhos.
As três horas passadas tinham sido da mais pura excitação, eu devorava com os olhos a nova poesia que comprará e estranhamente a amargura incrustada pelos últimos dois meses parecia se dissolver aos poucos em meus pensamentos.
Mudamos de cômodo, mas não de humor, um sarcasmo mútuo enchia as palavras pronunciadas e risos maliciosos cerravam cada final de frase.
Ninguém estava disposto a ceder e eu permanecia imóvel tentando decifrar quando tudo aquilo havia começado.
Duas teorias vieram a minha cabeça:
- Ou eu havia mudado, e o que antes parecia normal, estava se tornando incômodo.
- Ou eu percebi, mesmo que tarde, que eu nunca tive lugar determinado ali
Silenciosamente eu torcia para que a primeira alucinação fosse a resposta, mas categoricamente a segunda tomava forma em meus pensamentos, e cada gesto passado, parecia martelar a sentença que seria anunciada.
Um ruído alto e fanho invadiu as janelas, e eu senti que podia fugir,
Esperei apenas para dar um gélido OI, e pude voltar tranquila para um lugar, onde meus pensamentos eram tomados por personagens pré-determinados.

quarta-feira, 18 de março de 2009

Quando tudo dá errado... alguma coisa dá certo


Você já ouviu aquela frase... acordei com o pé esquerdo?
Pois bem tem dias que temos dois pés esquerdos.
Ontem caiu a maior chuva em São Paulo, na verdade na Grande São Paulo, e com isso (a chuva), os problemas nestas cidade aumentam 10 vezes.
Enchentes, pessoas ilhadas, ônibus que funciona bem pior que o normal (sim isso é possível)
Entrei em um ônibus ontem 5:30 da tarde, fiquei nele até às 6 e um dos motivos que me fizeram descer exatamente no mesmo lugar onde subi foi uma senhora que me disse, "moça eu tô nesse ônibus desde às 2:20 e ele não saiu do mesmo lugar". 
Desci voltei pra faculdade e encontrei todos os meus amigos, que também tinham tentando ir embora sem êxito.
Dai percebi, tá tudo dando errado, eu tinha horário e perdi, esqueci a blusa e o tempo mudou, minha bolsa alagou por causa da torneira automática do lugar mas.... 
Recebi vários telefones de pessoas preocupadas comigo, duas pessoas muito especiais voltaram, mesmo ficando duas horas e meia no trânsito, pra me levar uma blusa e tentar decidir onde eu podia dormir, uma outra pessoa muito especial me ligou muito preocupada e arranjou um lugar pra eu poder dormir, e outra pessoa me ofereceu sua casa como abrigo.
O que eu aprendi? 
Que grandes pessoas não se abalam em grandes desastres e que amigos são pessoas que jamais esquecem que você é humano, e as vezes precisa de ajuda.
 

domingo, 15 de março de 2009

Química?



Quantos amigos passam em sua vida sem que você ao menos cogite a possibilidade de amá-lo de forma carnal? 
Quantas pessoas passam diariamente por você sem que sua presença seja notada?
Quantas vezes você senta ao lado de seu melhor amigo e por horas conversa assuntos normais e anormais?
Quantas vezes você abraça e beija seus amigos sem se importar com o que os outros estão pensando?
Mas então um belo dia uma coisa chamada química faz o pólo de seu universo entrar em rotação, procurando o eixo que você acreditava que não existia.
E então você começa a pensar que aquilo é estranho demais pra você, que milhares de amigos passaram por sua vida e você jamais cogitou olhar para eles com olhos maliciosos.
Mas não é ai que as coisas mudam, você só percebe que o que sente é diferente quando começa a se sentir o rosto irrigar em um sangue ardente, sua cabeça baixar toda vez que encontra seus olhos nos dele, suas mãos suarem e tremer com sua presença.
E por um tempo o desequilíbrio de seu mundo ainda esta abalado, mas você já sente o pólo puxar inadequadamente para um lado que você não esperava.
E ai todas as ligações de carbono que a mantiveram viva, parecem estúpidas e arrogantes quando você percebe que somente aquela ligação, aquele único filete de sentimento é capaz de te levar do êxtase ao fundo profundo da rejeição.
E o medo dela a faz imaginar e sonhar, e o amor permanece guardado e mais, escondido em você, talvez porque a química não exista de verdade, ou talvez porque temos medo das combinações que elas podem causar.

quarta-feira, 11 de março de 2009

Manias de Moça





Se você é como eu, adora maquiagem mas sinceramente acha que isso não serve pra você, sabia que nós temos solução, pelo menos é nisso que essa blogueira acredita.
O blog Manias de Moça vem para ajudar aquelas descuidadas, como eu, e as apaixonadas pela pele, além de dicas de looks compras e resenhas (SIM RESENHAS) sobre os novos e tradicionais produtos, e acredite ou não TUTORIAS, é uma mão na roda pra quem não sabe nem por onde se pega o lápis.
Quais os pontos positivos nisso??
1) é muito importante saber o que você passa na sua pele, afinal ela é seu cartão de visitas, e se você não conhece nada desses produtos, o blog traz bem explicadinho o que cada produto pode fazer por você, desde que você o use de maneira certa.
2) você aprende como fazer aquele make que viu no cinema e morreu de inveja da atriz.
3) pra quem não sabe nada de maquiagem o primeiro passo é sempre o mais importante e aqui você terá o passo a passo da maquiagem.
4) depois de ler o blog o que você demora horas para aprender a fazer, e ainda faz errado, percebe que era bem mais simples do que você pensava.

Então se você é como eu, recomendo, indico e aprovo o Manias de Moça. Simples, prático e didático.
Para acessar o Manias clique aqui
Ah e o mais importante o blog é tão interativo que você tem um e-mail direto para falar com a blogueira.

domingo, 15 de fevereiro de 2009

It walks


Andar pela rua não é tão simples quanto parece. Caminhar, com ou sem objetivo se torna em sua magnitude a situação mais embaraçosa na qual você pode se meter.
Cada esquina, cada calçada, cada rua sem pavimentação, cada curva. O sinal de pare, as placas direita e esquerda.
Cada uma nada valem unidas ou separadas, quando você olha e não vê a saída ou a chegada e não encontra mais sua imagem nos prédios espelhados .
Neste momento você começa a sentir os carros passarem por você e te cortarem ao meio, as pessoas parecem morar em sua mente e seus rostos passam a ser manchados de negro sem que você possa ver seus olhos para talvez se encontrar neles.
É quando...
Você apenas espera que na próxima curva você encontre seu caminho.

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009

Saudade do que nunca tive (Apenas um capítulo)



Melancolia não é o mais nobre dos sentimentos humanos, talvez seja o mais humano deles, uma dorzinha chata do que perdemos ou do que jamais chegamos a ter.
Aquela falta de uma mão que afague a sua, da felicidade de quando se tinha dois anos e você ria da careta que lhe faziam inocente e doce, de seus dedos tocando seu cabelo, das mão entrelaçadas na chuva torrencial de verão, dos olhos estreitos com o beijo da partida, a sensação boa da reconciliação, as chamas das pazes, o frio na espinha do primeiro encontro, o nervoso caótico de duas bocas se encontrando em um primeiro beijo, da vontade de correr sem ser pra fugir de algo ou alguém, dos pulos alegres de um natal com bonecas de plástico, do nervoso do primeiro dia do colegial, da ansiedade pelo segundo encontro, da vontade súbita de dizer Eu te Amo a sua amiga.
Dos laços que construímos muito mais fortes do que qualquer laço sanguíneo, das dores constantes das brincadeiras de rua.
Da sua mão escorregando pela minha nuca enquanto seu lábio doce percorre os traços de meus pescoço e encontra sua mão, da minha mão se erguendo em um movimento sincronizado até sua nuca enquanto eu fecho meus olhos com os arrepios que sinto, com sua boca voltando ao meu queixo e mordendo de leve sua ponta, subindo devagar e ansiosa até encontrar meu lábio inferior, com a pressão que agora minha mão faz em sua nuca e o modo como meus dedos entrelaçam seus cabelos, com o jeito sublime como nos moldamos um ao outro, e como ele desliza sua mão esquerda pela minha espinha até alcançar o alto de minha cintura e aí me pressionar para o mais perto de seu corpo que já cheguei, por minha mão direita subir sublime e alegre ao encontro de sua face.
Ao tempo, ao modo, ao gosto a tudo o que envolve aquela união de almas, ao final ele toma meu rosto em suas mãos e por três vezes beija meus lábios novamente.
Ao sorriso largo que nós dois abrimos, ao beijo despreocupado em minha testa, as mão se encontrando ao lado de nossos corpos para se entrelaçarem novamente, ao toque de meu dedo indicador na ponta de seu nariz e o sorriso que isso causa nele.
Eu sinto falta de uma coisa que jamais experimentei, se isso não for melancolia é a loucura em sua face mais pura.

sexta-feira, 9 de janeiro de 2009

Na sétima arte



Depois de muita expectativa e dias aflitos em frente ao computador, finalmente fui ao cinema assistir Twilight, o filme é baseado no best-seller, e o livro mais vendido do ano, de Stephenie Meyer.
Agora vocês pensam que por ser uma compulsiva e apaixonada pela série minha crítica não deve acrescentar muito.
Pois bem, o que tenho a dizer é que já na metade do filme estava desapontada com o que via, sabemos que como o filme foi baseado na história ele não deve e nem tem que ser idêntico ao original, mas quem assim como eu, foi ao cinema procurando a magia transcrita no livro, saiu de lá certamente decepcionado, ou pelo menos desapontado.
O que sobra no livro falta no filme, desde figurinos até detalhes importantes do livro, como a campina onde Edward se revela reluzente para Bella, e onde a beija pela primeira vez, lugar onde o segundo livro praticamente se desenrola, ou como a história de Alice Cullen, como ela se transformou em vampira o que James revela e a amizade crescente já no primeiro livro entre ela e Bella.
Tudo ficou muito subjetivo e coisas como um ida ao topo das árvores me pareceu bizarro demais para um vampiro apaixonado do século passado e a menina tímida e intensamente atrapalhada que nunca usaria uma calcinha para dormir.
O modo como Edward aparece no quarto de Bella foi no mínimo assustador, coisa que sabemos que Edward jamais faria, o que então eram as idas constantes de Bella à uma lanchonete? A menina é uma cozinheira de mão cheia e trata o pai praticamente co
mo um filho em relação a alimentação.E a conversa na mesa do refeitório da escola? o fato de Bella bater a cabeça e ser levada ao hospital sem que Edward saia de seu lado.
Ao sair da sessão depois de frases soltas de três pentelhas que sentavam atrás de mim eu pensei, tomara que o filme não interfira em que é apaixonado pela série.
Os atores,bem nem todos convenceram na atuação, e eu digo convicta que pra mim a melhor atuação foi de Ashley Greene como Alice Cullen, e a pior de Jackson Rathbone como Jasper Cullen e Nikki Reed como Rosalie Cullen. faltou beleza em Carlisle, e o que foi aquele Eric oriental, as mortes bizarras que aconteceram pelo bando de James.
Ou o filme foi pensado para ser o único a ir para as telonas ou alguém esqueceu de ler a sequência Lua Nova. Como a dietora vai mudar eu espero que o próximo filme seja mais similar ao livro.
Sinceramente não sei se foi o baixo orçamento ou a visão da diretota mas ao meu ver o filme passou longe muito longe do original Twilight.



Uma segunda olhada...


Fiquei intrigada quando terminei este artigo, li eles várias vezes e não conseguia entender o porque de tantas críticas, é claro que eu estava bem decepcionada mas nem sequer parei parar tentar olhar por outra perspectiva.
Foi ai que decide assistir novamente o filme para conseguir ter uma outra visão, ou tentar eliminar os vícios de leitura que me fizeram pensar que o filme não era digno do livro.
Pois bem eu estava enganada, se o filme fosse mesmo visto pela perspectiva de Bella, assim como o livro, ele seria perturbador e frenético já que em momento algum as falas parariam, nós nunca paramos de pensar e o livro é bem específico neste aspecto.
Depois... a parte mais importante do livro, foi magnificamente passada no filme, Robert e Kristen conseguiram transmitir o amor de Bella e Edward de uma maneira memorável, a química que acontece nas cenas transborda assim como as páginas de Stephenie Meyer.
Era impossível contar uma história dessas com o tempo do filme, e afinal quem não se lembra do primeiro filme do bruxinho adolescenete Harry Potter, o filme cortou partes importantes para os leitores e os efeitos não eram lá muito excepcionais, já a sequência da trama ficou perfeita com os novos investimentos, e acredito que New Moon também terá uma transformação significativa em investimento.
Claro que minha segunda visão não tece só o lado bom, apesar de ter ido buscar esta parte, alguns errinhos foram descobertos, Victoria pisa com o pé esquerdo e a guarda acha a pegada do pé direito (acorda continuista), mas a mais impressionante é a parte em que Jacob vai falar com Bella no baile e quando Edward chega Jacob franzi a testa, é claro que eles não se suportam afinal amam a mesma mulher, mas o olhar jogado por Jacob à Edward foi além, coisa que não deveria ter acontecido Jacob ainda não passou pela transformação logo isso não aconteceria, um olhar de desprezo talvez ajudasse, ou de decepção afinal não é fácil deixar outro conduzir " a dama".
Mas para resumir esta segunda parte, dá pra sentir que apesar dos poucos efeitos, e dos cortes, foi mesmo como se Edward e Bella tivessem saído das páginas do meu livro.
Twilight..... é um romance e nisso o filme foi bem específico.