terça-feira, 26 de maio de 2009

Ele é humano


Me contaram que ele amou. Que machucaram seu coração. Que assim como todos, já sofreu.

Me contaram muito pouco sobre ele, e eu tentei evitar qualquer pergunta que pudesse escancarar meu incrédulo sentimento.

Ele já me prometeu uma conversa, mas a hora nunca chega, me ignorou, mas...

Eu não tenho um MAS, tinha apenas uma certeza.

Estava realmente envolvida por aquele estranho desconhecido.

Eu o via com uma periodicidade exagerada e era só assim que conseguia me acalmar.

Eu não podia evitar, ele se tornara um entorpecente, e a abstinência me sufoca.

Era para mim o que não sou para ele.

O meu deitar e despertar, a minha força escondida, era ele e mais ninguém.

Talvez seja eu, completamente dominada por ele.

sábado, 16 de maio de 2009

Quando tentamos esquecer


Existem dias em que tudo o que queremos é sumir, desaparecer do mapa, literalmente queríamos que as pessoas esquecessem de nós, que pudéssemos vagar por qualquer lugar sem ter que olhar com os olhos inchados, para alguém que nós conhece nos encarando piedosamente ao perguntar...o que houve?

Mas é quando começamos a esquecer, que percebemos que nossa mente luta para nós fazer lembrar, e que mesmo que isso pareça o certo....temos que lutar pelo erro...temos que seguir o erro, e temos que errar.

Errar para crescer, para amadurecer, ou simplesmente para não passar a vida em branco.

Porque é na Dor que tentamos não lembrar.

Mas a dor volta quando você percebe que o rosto está sumindo de sua mente, que as suas lembranças são filetes finos de uma neblina que se dissipa rapidamente de nossa memória.

E então corremos ao comodo empoeirado, pegamos a caixa funda e procuramos desesperados pela última lembrança. Pela última imagem, pelo último registro.

Porque quando percebemos que a dor de esquecer é maior que a de lembrar, estamos aprendendo a viver sem ter medo de mostrar e viver o que devemos.

Deixaremos de ser o que pensamos e começamos a ser apenas o que sempre fomos.

Um corpo estranho, uma mente confusa, uma vida caótica e milhões de lembranças que nos fazem recordar o caminho certo, o lugar seguro, o sonho, a vida.

sábado, 18 de abril de 2009

Foi Agora?


Repare como o tempo passa insistente pelos seu dedos.
Olhe em volta e tente segurar o máximo possível o que você vê.
Sabe o que acontece quando nos prendemos à algo? Simplesmente murchamos como flores do campo em túmulos esquecidos.
Deixamos e voltamos ao mesmo ponto diversas vezes, por medo de errar ou imaturidade em tentar, por preguiça de viver ou por ânsia de morrer.
Simplesmente deixamos e fazemos, fazemos músicas, escrevemos livros, ouvimos sirenes, vemos morros e montanhas e nem sequer somos capazes de olhar para seu cume, de decifrar suas letras, de entender suas capas.
Se por algum motivo escrevo, foi certamente porque deixei algo inacabado, mas quem nunca o fez?
Procurar o Norte ou o Sul, se nem sabemos qual deles é o certo... Dar sempre passos largos não importando se eles vão adiante ou se retornam a algum lugar...acredite os retornos, por hora, nos compensam em coisas maiores.
Estar só ou acompanhando, ver ou escurecer..o que importa se no final estamos sempre procurando.
Olhar nem sempre significa enxergar...falar nem sempre confere em conteúdo e ouvir nem sempre transparece atenção.
Olhe e enxerga, fale e ouça, não tenha medo, não sinta falta...logo ali quando você pensar no certo...certamente ele já se passou.
E então você irá perguntar...Foi agora?


sexta-feira, 3 de abril de 2009

O furacão Meyer



O que você falaria se eu te dissesse que uma mulher simples de 35 anos, dona de casa e mãe de três filhos foi eleita uma das pessoas mais influente do mundo?

Você no minímo acharia que eu estou ficando louca... pois acreditem o nome dessa mulher é Stephenie Meyer. E o feito que ela relizou? Conseguiu que seu best seller de estréia vendesse milhões de cópias mundo afora, virasse filme e acreditem ou não desabamcou a série do bruxinho juvenil Harry Potter e levou o prêmio de melhor livro do ano (o prêmio foi o Kids choice awards).

Esta norte-americana viu seu nome estampar os jornais com uma rapidez assutadora, virou capa de diversas revista e  participou de Twilight no cinema (claro uma pequena aparição que eu achei desnecessária mas...).

Até aí tudo bem mas o que eu relamente tenho a falar sobre isso?

 Como uma estudante de comunicação eu ouço que o brasileiro lê pouco, e eu acreditava veementemente nisso, eis que me deparo todo santo dia com pencas de gente lendo....no ônibus, no trem e no metrô, e também como uma boa jornalista eu curiosamente espio a capa dos livros, apesar de na maioria das vezes saber que eles são frutos desta mente brilhante....mas mesmo assim Crepúsculo, Lua Nova, Eclipse e Breaking Dawn  tem suas capas fotografadas todos os dias pela minha mente.Eu nunva vi um livro tantas vezes na minha vida, na verdade tantos livros né.

Eis que me pergunto se o brasileiro lê pouco, creio que estamos vivendo um "boom" na leitura ou uma imensa curiosidade vampiresca....
Agora outra pergunta me vem a cabeça, nós lemos pouco por que não nos interessamos pela leitura? ou lemos pouco por que os livros são pouco interessantes?

quinta-feira, 26 de março de 2009

Onde eu estava?


Eu senti uma massa densa e cinza se aproximar daquele lugar branco e negro, ainda com o cheiro da gordura da última refeição.
Aquela massa era fria, motivo talvez, pelo qual eu me senti insegura e desprotegida.
As acusações derramadas me faziam diminuir cada vez mais o auter-ego, e eu comecei a perceber o porque daquele longo caminho de duas horas ter se tornado tão reconfortante aos meus olhos.
As três horas passadas tinham sido da mais pura excitação, eu devorava com os olhos a nova poesia que comprará e estranhamente a amargura incrustada pelos últimos dois meses parecia se dissolver aos poucos em meus pensamentos.
Mudamos de cômodo, mas não de humor, um sarcasmo mútuo enchia as palavras pronunciadas e risos maliciosos cerravam cada final de frase.
Ninguém estava disposto a ceder e eu permanecia imóvel tentando decifrar quando tudo aquilo havia começado.
Duas teorias vieram a minha cabeça:
- Ou eu havia mudado, e o que antes parecia normal, estava se tornando incômodo.
- Ou eu percebi, mesmo que tarde, que eu nunca tive lugar determinado ali
Silenciosamente eu torcia para que a primeira alucinação fosse a resposta, mas categoricamente a segunda tomava forma em meus pensamentos, e cada gesto passado, parecia martelar a sentença que seria anunciada.
Um ruído alto e fanho invadiu as janelas, e eu senti que podia fugir,
Esperei apenas para dar um gélido OI, e pude voltar tranquila para um lugar, onde meus pensamentos eram tomados por personagens pré-determinados.

quarta-feira, 18 de março de 2009

Quando tudo dá errado... alguma coisa dá certo


Você já ouviu aquela frase... acordei com o pé esquerdo?
Pois bem tem dias que temos dois pés esquerdos.
Ontem caiu a maior chuva em São Paulo, na verdade na Grande São Paulo, e com isso (a chuva), os problemas nestas cidade aumentam 10 vezes.
Enchentes, pessoas ilhadas, ônibus que funciona bem pior que o normal (sim isso é possível)
Entrei em um ônibus ontem 5:30 da tarde, fiquei nele até às 6 e um dos motivos que me fizeram descer exatamente no mesmo lugar onde subi foi uma senhora que me disse, "moça eu tô nesse ônibus desde às 2:20 e ele não saiu do mesmo lugar". 
Desci voltei pra faculdade e encontrei todos os meus amigos, que também tinham tentando ir embora sem êxito.
Dai percebi, tá tudo dando errado, eu tinha horário e perdi, esqueci a blusa e o tempo mudou, minha bolsa alagou por causa da torneira automática do lugar mas.... 
Recebi vários telefones de pessoas preocupadas comigo, duas pessoas muito especiais voltaram, mesmo ficando duas horas e meia no trânsito, pra me levar uma blusa e tentar decidir onde eu podia dormir, uma outra pessoa muito especial me ligou muito preocupada e arranjou um lugar pra eu poder dormir, e outra pessoa me ofereceu sua casa como abrigo.
O que eu aprendi? 
Que grandes pessoas não se abalam em grandes desastres e que amigos são pessoas que jamais esquecem que você é humano, e as vezes precisa de ajuda.
 

domingo, 15 de março de 2009

Química?



Quantos amigos passam em sua vida sem que você ao menos cogite a possibilidade de amá-lo de forma carnal? 
Quantas pessoas passam diariamente por você sem que sua presença seja notada?
Quantas vezes você senta ao lado de seu melhor amigo e por horas conversa assuntos normais e anormais?
Quantas vezes você abraça e beija seus amigos sem se importar com o que os outros estão pensando?
Mas então um belo dia uma coisa chamada química faz o pólo de seu universo entrar em rotação, procurando o eixo que você acreditava que não existia.
E então você começa a pensar que aquilo é estranho demais pra você, que milhares de amigos passaram por sua vida e você jamais cogitou olhar para eles com olhos maliciosos.
Mas não é ai que as coisas mudam, você só percebe que o que sente é diferente quando começa a se sentir o rosto irrigar em um sangue ardente, sua cabeça baixar toda vez que encontra seus olhos nos dele, suas mãos suarem e tremer com sua presença.
E por um tempo o desequilíbrio de seu mundo ainda esta abalado, mas você já sente o pólo puxar inadequadamente para um lado que você não esperava.
E ai todas as ligações de carbono que a mantiveram viva, parecem estúpidas e arrogantes quando você percebe que somente aquela ligação, aquele único filete de sentimento é capaz de te levar do êxtase ao fundo profundo da rejeição.
E o medo dela a faz imaginar e sonhar, e o amor permanece guardado e mais, escondido em você, talvez porque a química não exista de verdade, ou talvez porque temos medo das combinações que elas podem causar.