sexta-feira, 3 de abril de 2009

O furacão Meyer



O que você falaria se eu te dissesse que uma mulher simples de 35 anos, dona de casa e mãe de três filhos foi eleita uma das pessoas mais influente do mundo?

Você no minímo acharia que eu estou ficando louca... pois acreditem o nome dessa mulher é Stephenie Meyer. E o feito que ela relizou? Conseguiu que seu best seller de estréia vendesse milhões de cópias mundo afora, virasse filme e acreditem ou não desabamcou a série do bruxinho juvenil Harry Potter e levou o prêmio de melhor livro do ano (o prêmio foi o Kids choice awards).

Esta norte-americana viu seu nome estampar os jornais com uma rapidez assutadora, virou capa de diversas revista e  participou de Twilight no cinema (claro uma pequena aparição que eu achei desnecessária mas...).

Até aí tudo bem mas o que eu relamente tenho a falar sobre isso?

 Como uma estudante de comunicação eu ouço que o brasileiro lê pouco, e eu acreditava veementemente nisso, eis que me deparo todo santo dia com pencas de gente lendo....no ônibus, no trem e no metrô, e também como uma boa jornalista eu curiosamente espio a capa dos livros, apesar de na maioria das vezes saber que eles são frutos desta mente brilhante....mas mesmo assim Crepúsculo, Lua Nova, Eclipse e Breaking Dawn  tem suas capas fotografadas todos os dias pela minha mente.Eu nunva vi um livro tantas vezes na minha vida, na verdade tantos livros né.

Eis que me pergunto se o brasileiro lê pouco, creio que estamos vivendo um "boom" na leitura ou uma imensa curiosidade vampiresca....
Agora outra pergunta me vem a cabeça, nós lemos pouco por que não nos interessamos pela leitura? ou lemos pouco por que os livros são pouco interessantes?

quinta-feira, 26 de março de 2009

Onde eu estava?


Eu senti uma massa densa e cinza se aproximar daquele lugar branco e negro, ainda com o cheiro da gordura da última refeição.
Aquela massa era fria, motivo talvez, pelo qual eu me senti insegura e desprotegida.
As acusações derramadas me faziam diminuir cada vez mais o auter-ego, e eu comecei a perceber o porque daquele longo caminho de duas horas ter se tornado tão reconfortante aos meus olhos.
As três horas passadas tinham sido da mais pura excitação, eu devorava com os olhos a nova poesia que comprará e estranhamente a amargura incrustada pelos últimos dois meses parecia se dissolver aos poucos em meus pensamentos.
Mudamos de cômodo, mas não de humor, um sarcasmo mútuo enchia as palavras pronunciadas e risos maliciosos cerravam cada final de frase.
Ninguém estava disposto a ceder e eu permanecia imóvel tentando decifrar quando tudo aquilo havia começado.
Duas teorias vieram a minha cabeça:
- Ou eu havia mudado, e o que antes parecia normal, estava se tornando incômodo.
- Ou eu percebi, mesmo que tarde, que eu nunca tive lugar determinado ali
Silenciosamente eu torcia para que a primeira alucinação fosse a resposta, mas categoricamente a segunda tomava forma em meus pensamentos, e cada gesto passado, parecia martelar a sentença que seria anunciada.
Um ruído alto e fanho invadiu as janelas, e eu senti que podia fugir,
Esperei apenas para dar um gélido OI, e pude voltar tranquila para um lugar, onde meus pensamentos eram tomados por personagens pré-determinados.

quarta-feira, 18 de março de 2009

Quando tudo dá errado... alguma coisa dá certo


Você já ouviu aquela frase... acordei com o pé esquerdo?
Pois bem tem dias que temos dois pés esquerdos.
Ontem caiu a maior chuva em São Paulo, na verdade na Grande São Paulo, e com isso (a chuva), os problemas nestas cidade aumentam 10 vezes.
Enchentes, pessoas ilhadas, ônibus que funciona bem pior que o normal (sim isso é possível)
Entrei em um ônibus ontem 5:30 da tarde, fiquei nele até às 6 e um dos motivos que me fizeram descer exatamente no mesmo lugar onde subi foi uma senhora que me disse, "moça eu tô nesse ônibus desde às 2:20 e ele não saiu do mesmo lugar". 
Desci voltei pra faculdade e encontrei todos os meus amigos, que também tinham tentando ir embora sem êxito.
Dai percebi, tá tudo dando errado, eu tinha horário e perdi, esqueci a blusa e o tempo mudou, minha bolsa alagou por causa da torneira automática do lugar mas.... 
Recebi vários telefones de pessoas preocupadas comigo, duas pessoas muito especiais voltaram, mesmo ficando duas horas e meia no trânsito, pra me levar uma blusa e tentar decidir onde eu podia dormir, uma outra pessoa muito especial me ligou muito preocupada e arranjou um lugar pra eu poder dormir, e outra pessoa me ofereceu sua casa como abrigo.
O que eu aprendi? 
Que grandes pessoas não se abalam em grandes desastres e que amigos são pessoas que jamais esquecem que você é humano, e as vezes precisa de ajuda.
 

domingo, 15 de março de 2009

Química?



Quantos amigos passam em sua vida sem que você ao menos cogite a possibilidade de amá-lo de forma carnal? 
Quantas pessoas passam diariamente por você sem que sua presença seja notada?
Quantas vezes você senta ao lado de seu melhor amigo e por horas conversa assuntos normais e anormais?
Quantas vezes você abraça e beija seus amigos sem se importar com o que os outros estão pensando?
Mas então um belo dia uma coisa chamada química faz o pólo de seu universo entrar em rotação, procurando o eixo que você acreditava que não existia.
E então você começa a pensar que aquilo é estranho demais pra você, que milhares de amigos passaram por sua vida e você jamais cogitou olhar para eles com olhos maliciosos.
Mas não é ai que as coisas mudam, você só percebe que o que sente é diferente quando começa a se sentir o rosto irrigar em um sangue ardente, sua cabeça baixar toda vez que encontra seus olhos nos dele, suas mãos suarem e tremer com sua presença.
E por um tempo o desequilíbrio de seu mundo ainda esta abalado, mas você já sente o pólo puxar inadequadamente para um lado que você não esperava.
E ai todas as ligações de carbono que a mantiveram viva, parecem estúpidas e arrogantes quando você percebe que somente aquela ligação, aquele único filete de sentimento é capaz de te levar do êxtase ao fundo profundo da rejeição.
E o medo dela a faz imaginar e sonhar, e o amor permanece guardado e mais, escondido em você, talvez porque a química não exista de verdade, ou talvez porque temos medo das combinações que elas podem causar.

quarta-feira, 11 de março de 2009

Manias de Moça





Se você é como eu, adora maquiagem mas sinceramente acha que isso não serve pra você, sabia que nós temos solução, pelo menos é nisso que essa blogueira acredita.
O blog Manias de Moça vem para ajudar aquelas descuidadas, como eu, e as apaixonadas pela pele, além de dicas de looks compras e resenhas (SIM RESENHAS) sobre os novos e tradicionais produtos, e acredite ou não TUTORIAS, é uma mão na roda pra quem não sabe nem por onde se pega o lápis.
Quais os pontos positivos nisso??
1) é muito importante saber o que você passa na sua pele, afinal ela é seu cartão de visitas, e se você não conhece nada desses produtos, o blog traz bem explicadinho o que cada produto pode fazer por você, desde que você o use de maneira certa.
2) você aprende como fazer aquele make que viu no cinema e morreu de inveja da atriz.
3) pra quem não sabe nada de maquiagem o primeiro passo é sempre o mais importante e aqui você terá o passo a passo da maquiagem.
4) depois de ler o blog o que você demora horas para aprender a fazer, e ainda faz errado, percebe que era bem mais simples do que você pensava.

Então se você é como eu, recomendo, indico e aprovo o Manias de Moça. Simples, prático e didático.
Para acessar o Manias clique aqui
Ah e o mais importante o blog é tão interativo que você tem um e-mail direto para falar com a blogueira.

domingo, 15 de fevereiro de 2009

It walks


Andar pela rua não é tão simples quanto parece. Caminhar, com ou sem objetivo se torna em sua magnitude a situação mais embaraçosa na qual você pode se meter.
Cada esquina, cada calçada, cada rua sem pavimentação, cada curva. O sinal de pare, as placas direita e esquerda.
Cada uma nada valem unidas ou separadas, quando você olha e não vê a saída ou a chegada e não encontra mais sua imagem nos prédios espelhados .
Neste momento você começa a sentir os carros passarem por você e te cortarem ao meio, as pessoas parecem morar em sua mente e seus rostos passam a ser manchados de negro sem que você possa ver seus olhos para talvez se encontrar neles.
É quando...
Você apenas espera que na próxima curva você encontre seu caminho.

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009

Saudade do que nunca tive (Apenas um capítulo)



Melancolia não é o mais nobre dos sentimentos humanos, talvez seja o mais humano deles, uma dorzinha chata do que perdemos ou do que jamais chegamos a ter.
Aquela falta de uma mão que afague a sua, da felicidade de quando se tinha dois anos e você ria da careta que lhe faziam inocente e doce, de seus dedos tocando seu cabelo, das mão entrelaçadas na chuva torrencial de verão, dos olhos estreitos com o beijo da partida, a sensação boa da reconciliação, as chamas das pazes, o frio na espinha do primeiro encontro, o nervoso caótico de duas bocas se encontrando em um primeiro beijo, da vontade de correr sem ser pra fugir de algo ou alguém, dos pulos alegres de um natal com bonecas de plástico, do nervoso do primeiro dia do colegial, da ansiedade pelo segundo encontro, da vontade súbita de dizer Eu te Amo a sua amiga.
Dos laços que construímos muito mais fortes do que qualquer laço sanguíneo, das dores constantes das brincadeiras de rua.
Da sua mão escorregando pela minha nuca enquanto seu lábio doce percorre os traços de meus pescoço e encontra sua mão, da minha mão se erguendo em um movimento sincronizado até sua nuca enquanto eu fecho meus olhos com os arrepios que sinto, com sua boca voltando ao meu queixo e mordendo de leve sua ponta, subindo devagar e ansiosa até encontrar meu lábio inferior, com a pressão que agora minha mão faz em sua nuca e o modo como meus dedos entrelaçam seus cabelos, com o jeito sublime como nos moldamos um ao outro, e como ele desliza sua mão esquerda pela minha espinha até alcançar o alto de minha cintura e aí me pressionar para o mais perto de seu corpo que já cheguei, por minha mão direita subir sublime e alegre ao encontro de sua face.
Ao tempo, ao modo, ao gosto a tudo o que envolve aquela união de almas, ao final ele toma meu rosto em suas mãos e por três vezes beija meus lábios novamente.
Ao sorriso largo que nós dois abrimos, ao beijo despreocupado em minha testa, as mão se encontrando ao lado de nossos corpos para se entrelaçarem novamente, ao toque de meu dedo indicador na ponta de seu nariz e o sorriso que isso causa nele.
Eu sinto falta de uma coisa que jamais experimentei, se isso não for melancolia é a loucura em sua face mais pura.